24 de abril de 2015

Morena Nascimento apresenta Rêverie e ministra oficina ao lado de Carolina Bianchi no Sesc Arsenal

Assessoria - O espetáculo já fez sessões na Alemanha, França, Minas Gerais, Pernambuco e por diversas cidades do Estado de São Paulo. Além da apresentação do solo em Cuiabá, o workshop de dança e composição dramatúrgica MASSA será lecionado pela bailarina Morena Nascimento e pela dramaturga Carolina Bianchi nos dias 28 e 29 de abril

A bailarina Morena Nascimento faz apresentação única do solo Rêverie no Teatro do Sesc Arsenal dia 29 de abril, às 20h. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados com uma hora de antecedência. Ao lado de Carolina Bianchi, que assina a dramaturgia do espetáculo, a bailarina concede, também gratuitamente, a Oficina Massa, workshop que experimenta, provoca, testa e desdobra os elementos cênicos de Rêverie. Para participar, basta enviar e-mail para lconceicao@sescmatogrosso.com.br com nome completo, breve carta de intenção e telefone para confirmar a inscrição. A oficina acontece dias 28 e 29 de abril, das 9h até o meio dia.

Sobre Rêverie
A estreia internacional Rêverie de ocorreu no final de 2013, na Alemanha. Já no Brasil, Morena estreou o solo no Sesc Belenzinho, em agosto de 2014. A partir daí, houve sessões em Minas Gerais, diversas cidades do interior de SP, Pernambuco e Clermont-Ferrand (França), onde se apresentou no mês de dezembro em quatro sessões lotadas.
“Rêverie é um trabalho que fala diretamente ao coração das pessoas. Ele é instigador por trabalhar com cortes e colagens que causam uma sensação de descontinuidade no pensamento e imaginação do público”, conta Morena.
No espetáculo, quatro projetores de slides lançam focos coloridos de luz. Em cena, a bailarina veste figurino inspirado na Alemanha pós-guerra (saia cinza, blusa branca e sapato marrom). Flagrada em diferentes posições e expressões, com os cabelos molhados e soltos, ocupa variados espaços do palco. Para maior efeito dramático, blackout (num jogo de revela-esconde). Como fotografias sobrepostas ou fotomontagem, ela reproduz sonhos e estados de espírito.
Depois de Claraboia - apresentado pela bailarina e coreógrafa na versão solo e com um desdobramento que conta com bailarinos sobre a claraboia de uma piscina (em ambos espetáculos a direção é de Morena Nascimento e Andreia Yonashiro) -, a bailarina aprofundou suas pesquisas plásticas e artísticas, descobrindo outros sentimentos.
Ora com música vibrante, ora com sons mais suaves, Rêverie potencializa a camada dramatúrgica do espetáculo anterior. A diretora, dramaturga e atriz Carolina Bianchi foi convidada para trabalhar em conjunto na composição da obra.
O solo teve estreia internacional na Alemanha, onde Morena Nascimento apresenta-se regularmente desde que integrou por três anos (e hoje segue como bailarina convidada) a companhia da coreógrafa alemã Pina Bausch (1940 – 2009), ícone da dança contemporânea.
O título da obra sintetiza pontos importantes da criação. Rêverie é uma palavra francesa que faz sentido em outras línguas, já que é análoga no inglês e no alemão, exceto pela pronúncia e acento. Seu significado – devaneio – foi explorado exaustivamente pelas artistas. A escolha da palavra no francês se deu pela sua sonoridade, que é menos agressiva do que em outros idiomas. O subtítulo de Rêverie também é uma narrativa à parte: Sonho de desastre cósmico com final feliz imaginado por uma atriz e uma bailarina. ou an uncontrolled response.
Imagem, coreografia e texto são mesclados. O conteúdo dramático é preenchido por músicas, tema de pesquisa e paixão de Morena e Carolina. O playlist funcionou como um termômetro para a criação do espetáculo, além de atuar como estímulo sonoro para a bailarina.
Entre silêncios, textos em inglês (Emotional Storm e These are Not My Hands), francês, alemão, espanhol e português, entram canções de Timber Timbre, Ray Connif, Rodrigo Amarante, Dominique A, Joan Baez e Os Tincoãs. “Não nos preocupamos em traduzir. Não entender todas as frases também faz parte do espetáculo e dá a chance do público buscar reinterpretações para esses momentos”, explica Morena.
Idealizado por Morena, Rêverie foi criado em parceria pelas duas artistas, que também dividem a direção. “Não sabemos onde termina o trabalho de uma e começa o de outra”, comenta Carol. “O risco que existe quando dois artistas que trabalham com ferramentas diferentes se unem é muito interessante. Nós não precisávamos segregar as coisas. Essa união fazia borbulhar as possibilidades.”
Músicas, movimentos e o próprio texto foram elaborados a partir de uma pesquisa intensa e conjunta. Morena conta que nunca fez cursos de teatro ou de canto, e o resultado de seu último trabalho é uma obra homogênea, que reproduz muita força criativa em todos os momentos.
“É ideal que Rêverie seja apresentado em locais onde possa haver proximidade entre mim e o público. Quero que as pessoas me ouçam quando eu precisar sussurrar algo e que se sintam como se estivessem dialogando comigo”, diz a bailarina.
O ponto de partida de Rêverie é a observação do trabalho de fotomontagens/colagens da fotógrafa alemã Grete Stern (Sueños), nascida em 1903 em Wuppertal, na Alemanha, e mais tarde radicada em Buenos Aires.
Morena Nascimento optou por não utilizar tecnologia de ponta. Preferiu manter a característica low tech, aproveitando o som quase sujo do projetor e o corte seco das imagens. O público é ambientado dentro dos fragmentos de cenas, pontuados pelo desenho de luz de Fabio Retti.
A dança não engancha em algo específico. A estética possibilita a exibição de figuras surreais, amparadas por imagens reproduzidas pelos projetores. Além de recriar cores e fotografias, eles também integramo cenário minimalista, já que ficam na boca de cena.
Carolina traz como característica de seus trabalhos uma urgência em se comunicar com o público. Para este espetáculo, afirma que a crise de linguagem dialoga com as imagens sem haver uma ligação direta com a lógica e a objetividade. “As coisas não andam só em uma direção no discurso e na dança apresentados em Rêverie. As frequências se atravessam o tempo inteiro. É tudo sempre extremo.”
Morena acentua que o texto de Carol tem uma natureza cortante, que também foi essencial para o resultado da obra. “Uma inseriu ideias na outra agressivamente. Eu gosto muito de ser intérprete, de ser dirigida. Preciso de alguém que me provoque”, relata a bailarina.

Sobre a Oficina MASSA
A natureza cortante dos textos de Carolina Bianchi foi essencial para a composição de Rêverie, solo coreografado e interpretado por Morena Nascimento, bailarina conhecida por sua versatilidade ao atuar em segmentos artísticos distintos e por participar de espetáculos da companhia da renomada Pina Bausch. Agora, a parceria de ambas será compartilhada na oficina de dança e composição dramatúrgica MASSA, direcionada a bailarinos, atores e artistas do corpo e da cena em geral, a atividade é gratuita.
Morena e Carolina, ambas as autoras nas instâncias artísticas de seus trabalhos, têm uma preocupação em comum: se comunicar com o público. Por isso, o workshop MASSA tem o objetivo de experimentar, provocar e testar os procedimentos com um grupo maior e desdobrá-lo em um acontecimento cênico.

Sobre Morena Nascimento
Morena Nascimento é bailarina e coreógrafa. Integrou de 2007 a 2009 o Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, companhia com a qual continua contribuindo artisticamente como bailarina convidada. Recentemente atuou em filme de homenagem a Pina Bausch sob direção de Wim Wenders. A convite da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde graduou-se em 2001 no curso de Artes. Corporais, atuou como professora colaboradora do curso de graduação no Departamento de Artes Corporais, no período de agosto de 2010 a junho de 2011.
Recebeu o prêmio Klauss Vianna de Dança 2010, pela Funarte, para montagem de um novo espetáculo em parceria com o artista Kleber Damaso. Trabalhou com coreógrafos internacionais como Susanne Link (Alemanha), Mark Scieszkarek (Irlanda), Rodolfo Leoni (Brasil), Vera Mantero (Portugal) e Chikako Kaido (Japão). Cursou a Folkwang Hochschule, em Essen, Alemanha, de 2006 a 2008, sob supervisão de Dominique Mercy, Malou Airadou e Lutz Föster.
Criou, em 2006, Lady Marmelade, solo de dança estreado na Alemanha e posteriormente convidado para uma turnê em Baguio City, Filipinas. No Brasil, atuou em espetáculos dirigidos por José Possi Neto, Marcio Aurélio, Arto Lindsay, Guga Stroeter e Gisela Moreau. Dentre os coreógrafos brasileiros com quem trabalhou estão: Lara Pinheiro, Jorge Garcia, Ana Vitória, Holly Cavrell, Tuca Pinheiro e Dududde Hermann. Integrou o 1° Ato Grupo de Dança, de Belo Horizonte, sob direção de Suely Machado de 2001 a 2004. Neste período, desenvolveu coreografia de sua própria autoria com o elenco feminino deste mesmo grupo, resultando no trio “Horas de Um Desejo”.
Graduou-se no ano de 2001 no curso Artes Corporais da Unicamp. Em 1999, passou 3 meses na cidade de Nova York frequentando aulas de dança em importantes centros como Limón Institute, Alvin Ailey School, ZVI Gotheiner e Dance Space Center. Desde 2001 realiza seu trabalho autoral com diversas parcerias artísticas se apresentando nos principais festivais e eventos de dança do Brasil.
Entre seus principais trabalhos autorais estão: Clarabóia – 2010 (Parceria com Andréia Yonashiro), Um Diálogo entre Dança e Música - 2010 (Parceria com o pianista Benjamim Taubkin), Sexo, Amor e Outros Acidentes - 2004 (prêmio APCA 2005 de Melhor Criação e Interpretação); Quase Ela – 3 momentos de saudade - 2008 (espetáculo convidado pela Bienal Sesc de Dança 2009, posteriormente apresentado em outros palcos brasileiros); 2 em super 8 - 2003 (duo de dança em parceria com Fábio Dornas e Marcelo Poletto, que fez parte da programação do Rumos Itaú Cultural no ano 2004). Na música, Morena também realiza trabalhos em parcerias com os artistas Alexander Zekke (Paris, Moscou), Max Costa, Natália Mallo e Marcelo Poletto (todos de São Paulo).

Sobre Carolina Bianchi
Atriz, dramaturga e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática ECA-USP. Uma das fundadoras da Cia. dos Outros.Concebeu e realizou a dramaturgia dos últimos trabalhos do grupo: A Pior Banda do Mundo e Solos Impossíveis. Em A Pior Banda do Mundo trabalhou como atriz e dramaturga, além de dirigir em parceria com João Otávio. Em Corra Como um Coelho é atriz e colaboradora na dramaturgia. Assina também a dramaturgia e cocriação de Rêverie, solo da bailarina Morena Nascimento,que estreou em novembro de 2013 em Dusseldorff, Alemanha,no Festival que celebra os 40 anos da Cia. de Pina Baush.
Atua, dirige e realiza a dramaturgia de Solos Impossíveis, apresentado no Sesc Belenzinho em setembro de 2013 na programação de Performáticos, Inquietos e Radicais. Realizou a última edição do projeto Palavras Cruzadas na Oi Futuro no Rio de Janeiro, como performer e dramaturga, ao lado da cantora Silvia Machete e dos artistas visuais do coletivo Opavivará.
Atriz no espetáculo Peça Romântica Para um Teatro Fechado, dirigida e escrita pelo português Tiago Rodrigues - realizado no Festival DoisPontos/ Rio de Janeiro.Trabalhou como atriz no Teatro da Vertigem em A procura de Emprego e em Bom Retiro 958. Realizou parcerias com Cia. das Inutilezas (RJ) e Michel Melamed (RJ). Atuou com os grupos Lasnoias e Cia., Tablado de Arruar, além de diretores como Bete Dorgam, Dagoberto Feliz e Marco Antônio Pâmio. É colunista fixada revista eletrônica de literatura CAIS. Dirigiu o clipe da música Sintonia, da cantora Luana Carvalho.

FICHA TÉCNICA
Idealização, Direção Geral e Atuação: Morena Nascimento. Codireção e Cocriação: Carolina Bianchi. Dramaturgia: Carolina Bianchi com atravessamentos de Morena Nascimento. Desenho e operação de luz: Fabio Retti. Trilha sonora: Morena Nascimento e Carolina Bianchi. Sonoplastia: Miguel Caldas. Voz em Off e Colaborações Gerais: Latieres Leite. Figurino: Morena Nascimento. Fotos: Vitor Vieira. Arte Gráfica: Lucas Länder. Produção Geral: Morena Nascimento. Produção Admnistrativa: Paulo Carvalho. Produção Artística: Gabriel Tolgyesi. Assessoria de Imprensa: Arteplural. Duração: 45 minutos. Classificação: 12 anos.

15 de abril de 2015

AMAZÔNIA DAS ARTES TEM LANÇAMENTO NACIONAL NO SESC ARSENAL



Considerado uma grande rede de intercâmbio das artes e da cultura fora dos grandes centros urbanos, o Sesc Amazônia das Artes chega a sua oitava edição e tem seu lançamento oficial no Sesc Arsenal, em Cuiabá, nos dias 23 e 24 de abril. Esta é primeira vez que Mato Grosso sedia o lançamento do projeto, que se solidifica como um espaço de excelência para a interação entre os artistas e o público dos estados da Amazônia Legal.

Nesses dois dias haverá uma demonstração dos espetáculos e filmes dos estados do Acre, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Amapá, Tocantins, além do Piauí, que, embora não faça parte da Amazônia, integra a rede, como estado convidado. Mais do que incentivar a produção de arte local, o Sesc procura pensar em conjunto soluções para os problemas do “custo amazônico”. Ou seja, a escassez de políticas públicas, pouca formação técnica e superior e a dificuldades de se criar vínculos com o público.

De acordo com Jan Moura, Coordenador de Cultura do Sesc Mato Grosso, o Sesc Amazônia das Artes ultrapassa a divulgação de trabalhos, buscando chamar a atenção da comunidade local e externa para o que se vem discutindo em arte fora dos grandes eixos de produção. “A expectativa é que a experiência possibilite um maior conhecimento sobre nós mesmos; um olhar para dentro para poder olhar para fora”, explica.

A partir do mês maio, a programação completa do Sesc Amazônia das Artes, com 26 espetáculos de dança, teatro e música, exposições literárias e de artes visuais e exibição de curtas metragens começa a circular os estados, onde cada um participa com ao menos duas produções. Cinema é a linguagem com mais atrações, 10 no total, seguido de Teatro e Música, com cinco espetáculos cada.
Em agosto o circuito chega a Cuiabá, no Sesc Arsenal, com espetáculos entre os dias 11 e 20 de agosto. Em setembro, entre os dias 08 e 30, acontecem duas exposições de artes visuais.

Programação do lançamento

Veja programação completa aqui

Na quinta-feira (23) às 19h será realizada a abertura oficial, com a participação de artistas do estado que participarão desta edição ou que já participaram de edições anteriores. Além disso, dois pensadores da Cultura, os professores Ludmila Brandão (UFMT) e José Marcio Barros (PUC-MG) discutirão o tema: Estéticas Fronteiriças - Arte Fora dos Centros.

O público poderá conferir a instalação Orifício, do artista plástico Benedito Nunes, de Mato Grosso, e ao show com o grupo Regiojazz, de Roraima, que recria músicas de compositores da Região Norte por meio de um jazz de referências regionais, apimentado por influências latinas.

Já no dia 24 de abril, tem espetáculo de teatro Agustino Peixe Grande, do grupo Teatro de Brinquedo (MT), seguido de exposição literária e exibição de curtas metragens. A programação se encerra com a apresentação do espetáculo de dança Grave Grogue, do Balé da Cidade de Teresina (PI).

6 de abril de 2015

Filme Mônica e o Desejo, de Bergman, é atração do Imagens em Pauta

Assessoria UFMT - Jovem casal se apaixona e decide fugir da cidade para passar o verão na praia em “Mônica e o desejo” (Sommaren med Monika, 1953, 96 minutos), de Ingmar Bergman, atração dessa terça-feira (7), às 19 horas, no Sesc Arsenal. Classificação indicativa: 18 anos. A entrada é gratuita.

O filme dá continuidade ao nono ano de exibições do “Imagens em Pauta”, projeto realizado pelo Sesc Mato Grosso em parceria com a Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev), Cineclube Coxiponés e Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Cada sessão é iniciada com a apresentação do filme programado. Após exibição, os participantes conversam sobre o filme e são convidados a tomar um gostoso cappuccino oferecido pelo Sesc Mato Grosso.

Em 2015, a programação do Imagens em Pauta se concentra na filmografia do sueco Ingmar Bergman (1918-2007), realizador obstinado que, além do cinema, dedicou-se intensamente às formas teatrais. Centrada em questões existenciais e na dificuldade encontrada pelas pessoas em se comunicar, a obra de Bergman inspirou e continua a inspirar cineastas, críticos e espectadores ao redor do mundo.

Sobre o filme
Em “Mônica e o desejo”, o jovem Harry (Lars Ekborg) se apaixona perdidamente por Mônica (Harriet Andersson), a moça da quitanda. Após Harry ser despedido do emprego, o casal decide se isolar de todos, fazendo uma idílica viagem de barco pelas ilhas de Estocolmo durante as férias de verão.

“Tudo é inédito, nada parece impossível, tudo está ao alcance de seu desejo. Existe uma onipotência da juventude que Bergman captou talvez melhor do que ninguém. E, em "Monika e o Desejo", talvez melhor do que nunca. Mas o diretor sueco é um pessimista, e o preço a ser pago pela vida não é pequeno. É disso que tratará, em suma, este filme. Para tanto, criará na pessoa de Monika uma personagem inesquecível. Ela é viva, inquieta, contraditória, animal, carnal. Ela é plena, e dessa plenitude Harriet Andersson dá conta com tanta desenvoltura que não é de estranhar que Ingmar Bergman tenha feito dela sua musa quase ao primeiro olhar” (Inácio Araújo. Folha de São Paulo. 02 de março de 2008).

Considerado um dos mais importantes diretores do século XX, Ingmar Bergman é autor de clássicos como “O sétimo selo”, "Morangos silvestres" “Gritos e sussurros” e “Cenas de um casamento”. Bergman foi um dos fundadores da Academia Europeia de Cinema, em 1988. Premiado várias vezes nos Festivais de Berlim e Cannes, Bergman recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro três vezes (por “A fonte da donzela”, “Através de um espelho” e “Fanny & Alexander”).

Bergman iniciou sua carreira artística no teatro, no início da década de 1940. O realizador se distinguiu em várias ocasiões como diretor de peças teatrais de importantes autores, como Shakespeare e Strindberg. Na década de 1960, Bergman foi contratado como diretor do famoso Teatro Real de Artes Dramáticas da Suécia, o Dramaten.

Próximo filme
Na próxima terça-feira, 14 de abril, o Imagens em Pauta continua o Ciclo Bergman com a exibição de “Noites de circo” (Gycklarnas afton, Ingmar Bergman, 1953, 92 min).